quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ave, Baco!


 

 

 

Me embriago

com o vinho da tua boca

Que percorre meu corpo

Agora desperto para a vida

 

Por você e para você

em minha vida

Sem pedir licença

em meu coração.

 

Me embriago com o vinho

 dos teus carinhos

Que se adonaram

de meus sentidos

 

Perco o rumo
 e te desejo mais e mais
a meu lado
em minha cama,
em minha vida.

 

Me embriago de teu amor

Benfazejo

Inesperado

Que eu duvidava um dia viver

 

hoje me toma a lucidez

O corpo

E a alma

tal como primeira vez...

 

Me embriago de você

E quero  esse torpor

Mesmo acordada

Porque  você é sonho

 realidade também.

 

Amar você

É viver e querer bem

É me sentir amada

Como ninguém..

 

Que dança se dança?


 


 

Dançam, em mim,

Sonhos e afetos

Lembranças felizes

De sorrisos a bailar.

 

Dançam em mim

As tuas mãos ,

No bailado do amor

Que me ensinas

 

Dançam em mim

Os sorrisos todos

Que me arrancas

Nas horas de amor

 

Dançam em mim

As nossas danças

Nas lembranças

De um domingo

 

Dançam em mim

A alegria e o amor

Que vieram contigo

Para bailar em minha vida

 

 

De novo à pena



 

Um dia sonhei com um olhar,

que me traria o mar

Um dia sonhei com um olhar,

que me traria a esperança

Um dia sonhei com um olhar,

que me faria viva

Um dia sonhei com um olhar,

em que pudesse mergulhar.

 

Só não  lembrei que no mar

profundo como o olhar

seria também possível

meus sonhos afogar.

 

Também não pensei que o olhar

que pode iluminar

pode trazer a sombra

da falta do sonhar.

 

Olhos, sonho, mar

tudo de esconder

tudo de se encontrar

Melhor é viver a vida

de riso e sonho em par.

Comunhão


 

 

A ti apresento

As minhas cicatrizes

Para que possas selá-las

Com teu amor ardente.

 

A ti recebo

Com tuas chagas abertas

Para que eu possa curá-las

Com meu amor ardente.

 

Nos recebemos

Em comunhão de corpos

Em  nossas almas

Com o nosso amor ardente

 

Nos recebemos

Para viver este amor

Outonal

Benfazejo

 

E viver a primavera

O renascer das cinzas

Com a calma das folhas mortas

E o perfume das flores vivas

 

Chagas, cicatrizes

Tudo somos nós

Que agora nos unimos

Em busca de nossa paz....

Canção nº 3

Canção nº 3
Meu coração acende: bandeira vermelha!
Perigo de voltar a amar!
Perigo de sofrer
Perigo ao te encontrar...

A noite é pouca
No dia tua imagem me invade
E perco pontes, rios, cachoeiras
Na busca do teu olhar....

Perigo! Luz vermelha!
Meu coração não desiste
Ele não pode mais
Não sentir o amar...

Perigo são seus olhos
Verdes, misteriosos
Como o mar
Perigo os seus cabelos
De neve...

Perigo é te ter por perto
E sentir meu corpo tremer
Perigo é dormir contigo
Ver o dia amanhecer...

Perigo...bandeira vermelha
Onde me esconder?
Onde deixar os teus olhos?
Onde te esquecer?

domingo, 22 de julho de 2012

Sol de hinverno...

Sob o sol de hinverno
corre nas veias,
 ainda a seiva da vida.

Nem morta nem acabada
apenas adormecida a buscar o sol...
Boca, pele, pelos
tudo aflora
em torçoes compulsivas

benfazejo sol
benfazeja lua
bom dia, corpo meu...

terça-feira, 27 de março de 2012

Resíduos

Mãos e tempo entrelaçados...
páginas amassadas de uma vida
que poderia ter sido
e nao foi.

Não adianta chamar o médico
Jaz o amor, onde se deveriam comemorar
os frutos
Jaz a paixão a dar lugar para indiferença
Jaz a palavra, frente ao silêncio que devora.

A vida não foi.

Senhora Vida
por que não
te comuniquei
o amor em mim
surda seguiste
indiferente a tudo
a mim
aos sonhos
aos apelos.

Melhor o olvido.
Como?