Esses olhos são como as vagas
que me puxam para o mar
são verdes águas, verdes águas
que
meus olhos vêm banhar
seus olhos
seu canto mudo
governam meu caminhar
sem ter para onde ir
se ter onde parar.
Esses olhos são como as vagas
que me puxam para o mar
são verdes águas, verdes águas
que
meus olhos vêm banhar
seus olhos
seu canto mudo
governam meu caminhar
sem ter para onde ir
se ter onde parar.
Eis-me aqui
muda diante da noite
Que se faz companheira
De medos e versos
De solidões e visões
De sonhos impossíveis.
Eis-me aqui
A lembrar um passado distante
Já sem sentido
De olhos baços
Em escuras noites
Distantes
Eis-me aqui
Sem saber a direção
Nem do ir nem do vir
Sem buscar um talvez
Que traga a voz
Calada há tanto tempo.
Eis-me aqui
Viva afinal
De corpo e alma
De ritmo e riso
Retomados
Ao soprar das velas.
Descansar?
Ainda não...
No o dia em que a indesejada das gentes
chegar,
quando o
inevitável tiver que ser encarado., talvez.....
Meu corpo não têm mais o vigor de outrora
Mas
ele ainda pode ser aconchego para o abraço...
Aqui
estão as mãos que acariciam o rosto, a
barba, os cabelos.
Meu corpo
ainda tem boca
que não esqueceu como beijar-
e como beijar é bom!
Com o tempo o corpo ganha limitações...se
ganha...
Mas continua
a abrigar a luz que brilha nos nossos olhos,
e é lá que nossas almas residem.
Viver exige o corpo todo