quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Remanso

 

Esses olhos são como as vagas

que me puxam para o mar

são verdes águas, verdes águas

que  meus olhos vêm banhar

 

seus olhos

seu canto mudo

governam  meu caminhar

sem ter para onde ir

se ter onde parar.

 

Tornar-se

 

Eis-me ébria!

Passos trôpegos

nada faz sentido

a tua morte

 nem  minha solidão latente

Retomada

 


Eis-me aqui
muda diante da noite

Que se faz companheira

De medos e versos

De solidões e visões

De sonhos impossíveis.

 

Eis-me aqui

A lembrar um passado distante

Já sem sentido

De  olhos baços

Em escuras noites

Distantes

 

Eis-me  aqui

Sem saber a direção

Nem do ir nem do vir

Sem buscar um talvez

Que traga a voz

Calada há tanto tempo.

 

Eis-me aqui

Viva afinal

De corpo e alma

De ritmo  e riso

Retomados

Ao soprar das velas.

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Corpo todo

 

Descansar? Ainda não...

 No o dia em que a indesejada das gentes chegar,

quando o inevitável tiver que ser encarado., talvez.....

 

Meu  corpo não têm mais o vigor de outrora

Mas ele  ainda pode ser  aconchego para o abraço...

Aqui estão as mãos que  acariciam o rosto, a barba, os cabelos.

Meu  corpo  ainda tem boca

 que não esqueceu  como beijar-

 e como beijar é bom!

 

 Com o tempo o corpo ganha limitações...se ganha...

Mas continua a abrigar a luz que brilha nos nossos olhos,

 e é lá que nossas almas residem.

 

Viver exige o corpo todo

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Nova pena

 

Tudo me traz à pena.

Da rima pobre

Amores e dores

Às grandes cacofonias

Nem por isso o sono vem

E persisto, entre goles e bocejos,

Nesta nova pena

Teclado em agonia

 

Sem haste

Esses óculos capengas

me alteram a visão de mundo

Um tanto mais à esquerda, sem dúvida

mas sempre ao lado do coração.

sábado, 26 de novembro de 2022

 Sabe aquela langerie  vermelha 

Bem pequena

Rendada?

Guardei.