Você corre nas minha veias
Na minha cabeça confusa
E no peito descompassado.
Você é a rima
De pé quebrado
Que me alimenta
Você é minha poesia
Minha ideologia
Minha obra prima
Você é meu norte
E quando eu perder a cabeça
Seja o que Deus quiser
Você corre nas minha veias
Na minha cabeça confusa
E no peito descompassado.
Você é a rima
De pé quebrado
Que me alimenta
Você é minha poesia
Minha ideologia
Minha obra prima
Você é meu norte
E quando eu perder a cabeça
Seja o que Deus quiser
Não quero o aprendizado
que fere, anunciando a dor.
Quero antes o riso
que deixei para trás
no amor que perdi.
Quero a minha menina
Tão feliz!
Que se achava na fantasia
E se perdia na companhia
Do amor.
Quero o falar
Não o silêncio de bocas e mãos
Pesado silêncio
De solidões.
Quero mãos que brindem
Ao amor, à música
E que possam sempre
Se enlaçar em momentos de ternura.
Quero tudo que afaste a tristeza
Que reviva a alegria
Esquecida nos porões
Mas ainda viva, em meu coração...
Foram-se mãos que se afagaram
Calaram-se bocas que sussurraram
Perderam-se caminhos percorridos
Revividos na única noite
Em que se amaram como da primeira vez
Inaugurando um possível futuro
Que o destino o desfez.