segunda-feira, 21 de junho de 2021

O sagrado e o profano

 Sagrado é o sentimento que nos une

sagrada é a tua boca na minha

gesto profano de amor abençoado

princípio, meio e fim

de todos os pecados...

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Seja o que Deus quiser

 

Você corre nas minha veias

Na minha cabeça confusa

E no peito descompassado.

 

Você é a rima

De pé quebrado

Que me alimenta 

 

Você é minha poesia

Minha ideologia

Minha obra prima

 

Você é meu norte

E quando eu perder a cabeça

Seja o que Deus quiser

 

Desejo

 

Não quero o aprendizado

que fere,  anunciando a dor.

Quero antes o riso

que deixei para trás

 no amor que perdi.

 

Quero a minha menina

 

Tão feliz!

Que se  achava na fantasia

 E se perdia na companhia

Do amor.

 

Quero o falar

Não o silêncio de bocas e mãos

Pesado silêncio

De solidões.

 

Quero mãos que brindem

Ao amor, à música

E que possam sempre

Se enlaçar em momentos de ternura.

 

Quero tudo que afaste a tristeza

Que reviva a alegria

Esquecida nos porões

Mas ainda viva, em meu coração...

FATUM

 


Foram-se mãos que se afagaram

Calaram-se bocas que sussurraram

Perderam-se  caminhos percorridos

Revividos na única noite

Em que se amaram como da primeira vez

Inaugurando um possível futuro

Que o destino o desfez.

sábado, 3 de abril de 2021

Das flores

 Sábias são as violetas:

só as cor de saudade floresceram

Leonor

 Leonor

Dos olhos tristes
dos cabelos brancos
da tez enrugada
dos caminhos tantos
que foram seus...
Leonor que foi Nora
que descansa em paz
ao lado do criador...
Leonor, minha doce Leonor
quanta saudade tua!
quanto pranto contido
em tua ausência,
doce Leonor....
Leonor que foi sempre
a que nunca partirá
Leonor, avó querida
quanto ainda vou te amar...

domingo, 21 de março de 2021

Epifania


No tempo da delicadeza
Distante, quase esquecido
Nesse turbilhão de mágoas e ódio
Costumávamos ser um
Ser uns
Relembrando os idos
Planejando os vindos
Sempre na perspectiva do dois.
Triste vírus
Alastrou-se pelo chão, pelo ar
Pelas mãos, pelos beijos...
E todas as bocas se calaram
Dos afetos que nós tínhamos
E todos os abraços envelheceram
No gelo que nos paralisou
Na tentativa vã
De deter o íntimo inimigo
Que nos revelou.