Meia noite.
metade de mim te grita
metade te silencia.
Já não somos inteiro
nem nunca o fomos
seria este nosso último desencontro ?
Se de silêncios compusemos
um amor, uma história inteira
não seria esta apenas a derradeira?
Se não mereço sequer um adeus
se já não são para mim os sonhos teus
Melhor que se faça noite enfim...
Silêncio de acordes
mas não calam meus versos
querendo os ritmos teus...
Silêncio.
Estou triste.
Adeus!
sexta-feira, 26 de abril de 2019
sexta-feira, 15 de março de 2019
Onde anda você?
O teu silêncio me consome.
Nem o som do teu violão
Nem o carinho dos teus versos
Nem o sussurrar dos teus olhos
Apenas adivinhados
Em quilômetros de estrada e ar.
Um vazio imenso.
Na estrada teus olhos me seguem
Em verdes galhos
Em douradas flores
Que se escondem na noite
De minha volta.
Tantas as questões!
E só o teu silêncio me responde
Em noites mal dormidas
Em suspiros inexplicáveis
Em angústias que não se definem
Nem se apagam de minha pele.
Sumiu-se você
Sem que eu pudesse entender.
Este vazio
Depois de tantos anos
Queria tua voz
Queria teus versos
Mesmo na distância
Mesmo sem o calor de teu corpo distante
lume de minha solidão
por
tanto tempo.
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Epifania
Não me cabem preces na boca
seca que está
de saliva benfazeja
que lubrifica espaços
que abre as portas
para o gozar...
Calaram-se as palavras vãs.
Não se cabem agora.
tempo de ordem, de dizer
tudo que não dizia
tudo que não entendia
e que não posso mais calar .
Encontros
Para Dilson Kruger
Nestes tempos pútridos
de dor, sem justiça, sem amor.
Nesses tempos em que
o doce não substitui o fel
em que a ilusão não apaga
a certeza da dor.
Neste tempo em que se perde pai
quando dói na alma a solidão
daqueles que foram amor
quando a guerra fria da palavra
queima mais que a chama
que penetra a carne e a alma.
Neste tempo de dor
na calma necessária à alma
te recebo em comunhão
pois mais que no corpo, marcas,
em minha pele tua essência
que nos aproxima e faz um.
Vislumbres
Nenhum dos antigos portos
visitados, imaginados, sonhados.
velas queimadas
os gritos calados
o céu avermelhado
como o amor.
Navegar-te assim
vento, arco-íris
sal e dor.
Amanhecer colorido
no dessabor.
Foi perdido?
Nada a declarar.
depois do silêncio
Depois dos afagos todos
das noites , nem sempre serenas
depois o despertar
dos sonhos que queria sonhar.
Sonhos e despertares.
Sonhos a mais sonhares.
sonhos que se fazem vivos
todas as noites
todos os dias
que me contares.
visitados, imaginados, sonhados.
velas queimadas
os gritos calados
o céu avermelhado
como o amor.
Navegar-te assim
vento, arco-íris
sal e dor.
Amanhecer colorido
no dessabor.
Foi perdido?
Nada a declarar.
depois do silêncio
Depois dos afagos todos
das noites , nem sempre serenas
depois o despertar
dos sonhos que queria sonhar.
Sonhos e despertares.
Sonhos a mais sonhares.
sonhos que se fazem vivos
todas as noites
todos os dias
que me contares.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Sextilhas
Cachorro sem dono
Vem, cativa e se vai
E fica o doce olhar
O afago fugidio
A arte de fugir
Que faz conquistar.
Cachorro sem dono
Que se vai sem ir
Que deixa na alma
A indelével marca
O hálito de malte
Que tanta falta faz.
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