quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Remanso

 

Esses olhos são como as vagas

que me puxam para o mar

são verdes águas, verdes águas

que  meus olhos vêm banhar

 

seus olhos

seu canto mudo

governam  meu caminhar

sem ter para onde ir

se ter onde parar.

 

Tornar-se

 

Eis-me ébria!

Passos trôpegos

nada faz sentido

a tua morte

 nem  minha solidão latente

Retomada

 


Eis-me aqui
muda diante da noite

Que se faz companheira

De medos e versos

De solidões e visões

De sonhos impossíveis.

 

Eis-me aqui

A lembrar um passado distante

Já sem sentido

De  olhos baços

Em escuras noites

Distantes

 

Eis-me  aqui

Sem saber a direção

Nem do ir nem do vir

Sem buscar um talvez

Que traga a voz

Calada há tanto tempo.

 

Eis-me aqui

Viva afinal

De corpo e alma

De ritmo  e riso

Retomados

Ao soprar das velas.