Eis-me aqui
muda diante da noite
Que se faz companheira
De medos e versos
De solidões e visões
De sonhos impossíveis.
Eis-me aqui
A lembrar um passado distante
Já sem sentido
De olhos baços
Em escuras noites
Distantes
Eis-me aqui
Sem saber a direção
Nem do ir nem do vir
Sem buscar um talvez
Que traga a voz
Calada há tanto tempo.
Eis-me aqui
Viva afinal
De corpo e alma
De ritmo e riso
Retomados
Ao soprar das velas.

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