sexta-feira, 22 de abril de 2016

Consciência do amor



De que estradas vieste?
Em que mares te afogaste?
Em que fogo te queimaste?

Tentativas vãs de te ser
Caminho, ilha, praia
Em que te descanses

Cansaço de outros braços
Secura de outras bocas
Silêncio de muitos versos

Triste consciência a do amor
Já tantas vezes amado
Já tantas vezes recomeçado.

Sem brilho
Beijos contados

Natimorto amor...

Carpe diem

Vem, mas vem sem fantasia
Vem sem poesia
Mas vem...

Não sei até quando
Não sei por quê
Mas te chamo,
Vem...

Vem para alimentar meu corpo
Vem  para saciar minha sede
Vem, Mesmo que depois eu morra
De fome e sede

Você , esse estranho
Que me arrebata
Que guarda a sete chaves
Os teus segredos

Você, esse homem que desconheço
Que dorme a meu lado
Que me afaga os cabelos
Em cafunés  inesperados


Vem... Não sei até quando
Deixa que eu te sinta
Que te ame
Mesmo ...

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Àquele que chegou II






Àquele que chegou...  (2004)



Este é o homem

em cujo universo habito.

Este homem, que traz o céu no olhar

A iluminar noites,

Povoar  dias e sonhos.





Este homem surgiu em minha vida

E afastou a escuridão já companheira,

O silêncio ensurdecedor da boca não beijada

A solidão que se alimentava

de lembranças da alegria perdida.



Este homem...

Ele me faz mulher

Como não sabia ser...



Este homem...

Esta boca...

Esses beijos sabendo a mar...

Marulho de me acordar...








Este homem veio para apagar

Os vestígios de outros amores

Marcas indizíveis de dores.



Este  homem eu  amo,

Vindo de um passado distante

Para fazer-se presente



Para poderem,

as nossas mãos atadas,

Ver o último pôr de sol.



Bem-vindo, amado meu!

domingo, 10 de agosto de 2014

Efeitos

E quando eu acreditava que a casa estava arrumada
E quando eu entrevia a paz de um amor tranquilo
Eis que a tempestade destelha a casa
Derruba as paredes
E nada sobra...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Nova roupagem

Hoje, me vesti de passado
 Para viver alegrias antigas
Despi-me das certezas
Deixei que os sonhos me levassem
Para um tempo distante.

 Hoje, nenhum sorriso
 Nenhuma lágrima
 Ninguém de mim se aproximará
 Corpo quieto
 Coração viajante
 Em si mesmo
Labirintos e estradas
 De se perder.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Bah...

Quisera lúcido.
Amor que arrebata,
E faz sofrer
Que rima com dor
Distante do bem-querer.

Amor que arrebata
Posso te esquecer?
É veneno que corre nas veias?
É solidão que se avizinha?
Passagem para o sofrer?

Amor que rima com dor?
Não quero! Não pode ser...
Já conheço essa estrada
Sei que não vai dar em nada Sei bem como pode ser..

Amor brincalhão...
Que brinca com o sério
Que dá tesão
De vida  e brilha
Mesmo na escuridão.

Amor dos pampas
Com sotaque e cusco
Que em meio a dores tantas
Eu ainda busco
E trago na lembrança.

Amor sem razão
Sem ter nem por quê
Que só maltrata, não afaga
Que destrói os sonhos
Que acaba com a ilusão.

Amor ou paixão?
Brilho nos olhos, ilusão?
Falta da boca, fome?
Falta de ti...
Não tem outro nome...


20/3/2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Rota de colisão ...

Todas as vezes em que me ignoras
Tendo a fugir de ti
Todas as vezes em que te procuro
E me evitas
Tendo a fugir de ti...

Fujo de ti...
E de mim.
Porque te quero
E me perco nos braços
Que me abraçam
Quando me evitas .

Fujo de ti e me perco
Porque quero voltar
E cada dia mais difícil
É encontrar o caminho
O teu olhar...

São muitas as estradas de partir
Poucas as de te reencontrar
Muitas as noites de solidão
Em que busco outro encontrar

Saudades, vazios, solidoes
Noites de dor sem par
O que faço com esse amor ?
Devo nos abandonar ?
Devo deixar que outro ocupe
Aquele que foi nosso lugar ?