Chegou o tempo em que o riso silenciou
em que a luz já não ofusca
em que a sombra não incomoda
em que o corpo se quedou.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008

Declaração número mil.....
Amado meu...
Te amar é deixar o coração livre
Para receber e dar
Como nunca antes se supôs amar.
Amado meu...
Te amar é desejar chegar em casa,
É querer conversar contigo
E sentir o conforto e a paz
Que tua presença me dá.
Amado meu...
Esposo meu,
Amigo, carinho, companheiro meu ....
Te ter é encontrar, enfim,
Depois de longo caminhar
A beleza, a intensidade
O sentido pleno, verdadeiro
Do verbo intransitivo:
Amar!
E invejo Bandeira
Que inventou o verbo teadorar!
Queria te dizer, a toda hora:
Sou feliz por te amarantenar....
Te amar é deixar o coração livre
Para receber e dar
Como nunca antes se supôs amar.
Amado meu...
Te amar é desejar chegar em casa,
É querer conversar contigo
E sentir o conforto e a paz
Que tua presença me dá.
Amado meu...
Esposo meu,
Amigo, carinho, companheiro meu ....
Te ter é encontrar, enfim,
Depois de longo caminhar
A beleza, a intensidade
O sentido pleno, verdadeiro
Do verbo intransitivo:
Amar!
E invejo Bandeira
Que inventou o verbo teadorar!
Queria te dizer, a toda hora:
Sou feliz por te amarantenar....
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Suéter

Um meia e um tricô
A malha escapou.
Um meia e um tricô
A ausência de calor.
Um meia e um tricô
A falta no cobertor.
Um meia e um tricô
O inverno se chegou.
Um meia e um tricô
A alegria hibernou.
Um meia e um tricô
Esquecer o que esfriou.
Um meia e um tricô
A saudade congelou.
Um meia e um tricô
Não pensar no desamor.
Um meia e um tricô
Um meia e um tricô.
Um meia e um tricô
Um meia e um tricô.
Um meia e um tricô
Um meia....
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Aquele que chegou

Este é o homem
em cujo universo habito.
Dono de olhos celestes
A iluminar noites,
povoar dias e sonhos.
Este é o homem que surgiu em minha vida
Quando a escuridão já se fazia companheira,
Quando o silêncio se espalhara pelo mundo,
Quando a existência não era mais
que a lembrança da alegria perdida.
Este é o homem que amo,
que surgiu em minha vida
Vindo de um passado distante
Para fazer-se presente e futuro
Linha constante, no fiar de minha vida.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Vida nova, Leonor

Adeus te dou
longe, daqui onde estou.
e vejo São Pedro
te dizendo bonachão,
como à Irene:
-Entra, Leonor
pede licença não...
E entrarás.
serás então a menina
que um dia desposou
meu avô.
Ficará fora
a encarquilhada moldura
que te deforma.
- Entra, Leonor.
Tome assento
ao lado direito
do Criador.
E tu, Nora
sofrida e maltratada,
pela vida já tão antiga
serás então...fada!
Nora-Mãe-Avó-Bisavó
de todos nós,
e de alguns que já se foram...
- Entra, Leonor, tome assento!
Aqui também não estarás só...
Poema escrito para minha avó, Leonor, por ocasião de sua passagem, em setembro de 1984.
A foto é de minha mãe, com seus netos, bisnetos de Nora...alguns ainda nem nascidos quando ela se foi.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Zona Franca

Caboclo tem fome.
He´s hangry.
Cadê peixe-boi
pra comer com farinha?
Virou cowfish
na Terra Madrinha.
Caboclo tem sede.
Cadê a caninha
pra refrescar a goela?
Virou tabloid sugar
na Venezuela.
E agora, caboclo?
O jeito é speak english
pra sobreviver
pra poder comer
pra poder beber.
Caboclo tem som
Made in Japão.
Caboclo tem TV
com cores que não se vê
na casa de pau
no bucho vazio
no pé na lama
do Rio Negro.
Caboclo tem febre.
Caboclo tem sede.
Caboclo tem fome.
E agora?He hasn't home.
Esse poema nasceu em Manaus, no campus avançado, cercado de mata, esquilos, insetos todos...Nasceu de uma discussão sobre os contrastes de Manaus, que meus olhos cariocas viam...É um dos meus textos prediletos.....
domingo, 18 de novembro de 2007
Sendo

Ser ou não ser?
não é hoje mais a questão.
como ser, o que ser
é minha interrogação.
Ser Ana Terra ou ser Amélia
ser Julieta ou ser Medéia
ser fantasia, uma Camélia
ou ser real, um Ser de idéias?
Limpar xixi de noite ou dia
fazer comida, viver na pia
ou deixar livre o pensamento
ser poetiza, testar talento?
Ter filhos muitos, ser parideira
ou criar versos, talvez besteira
ver todo dia televisão
ou ter nos livros nova lição?
Ficar calada, ser paciente
ser "boa esposa", odebiente
ou tentar tudo, até gritar
para a vontade assegurar?
O que ser, como ser, pra que ser
é hoje em dia minha aflição
depois de Shakespeare conhecer
não quero mais a escuridão.
Esse poema foi escrito há mais de vinte anos...Valeu, Shakespeare! Nesse tempo, vivi "Entre a espada e a rosa", como no conto de Marina Colasanti, mas percebi que espada e rosa se completam e me fizeram mulher, a mulher que hoje SOU....
Não dá mais para trocar o título do poema!
Assinar:
Postagens (Atom)
