Mãos solteiras
de alianças e marcas
de afago entrelaçado
de beijos , carícias
e elogios.
Mãos solteiras
sem as outras
que partiram juntas
sem aliança nem marcas
sobre o peito.
Mãos solteiras
que me dizem adeus
aos sonhos
ao amor
a você.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
O céu embaixo está lindo! Lembro minha mãe.Volto do Rio de Janeiro,
Tirei as alianças hoje, a tua e a minha, que continuavam unidas, a despeito do tempo e da solidão.
Foi no Rio, ato simbólico, porque foi lá que tudo começou. As alianças são elos, sagrados compromissos de amor.
Preciso me afastar de você, de suas lembranças, deixar que sua alma voe livre....
Preciso me acostumar a viver sem você.
Como?
Tirei as alianças hoje, a tua e a minha, que continuavam unidas, a despeito do tempo e da solidão.
Foi no Rio, ato simbólico, porque foi lá que tudo começou. As alianças são elos, sagrados compromissos de amor.
Preciso me afastar de você, de suas lembranças, deixar que sua alma voe livre....
Preciso me acostumar a viver sem você.
Como?
terça-feira, 7 de abril de 2009
Daqui a pouco...
Qualquer dia faz cinco anos
que a sua boca macia
comprimiu a minha outra vez
que suas mãos sábias
encontraram ocaminho
de meu corpo adormecido
e o incendiaram...
Qualquer dia faz cinco anos
que você voltou para minha vida
e despertou o melhor de mim
que me fez viva, mulher
e trouxe de novo a alegria
a um triste coração...
Daqui a pouco faz cinco anos
que você me renasceu.
que a sua boca macia
comprimiu a minha outra vez
que suas mãos sábias
encontraram ocaminho
de meu corpo adormecido
e o incendiaram...
Qualquer dia faz cinco anos
que você voltou para minha vida
e despertou o melhor de mim
que me fez viva, mulher
e trouxe de novo a alegria
a um triste coração...
Daqui a pouco faz cinco anos
que você me renasceu.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Mãos
Mãos, mãos, mãos....
Multipliquem-se, eu lhes ordeno
Preciso amparar meu amado
Preciso afagar meu amado
Preciso fazer-lhe com urgência
Cafuné na careca
E cofiar-lhe as barbas.
É preciso alimentá-lo
Tão magrinho que está.
É preciso livrá-lo das mãos alheias
Que o querem machucar.
Mãos, mãos...
Por que só duas?
Precisava-as muitas
Para que envolvessem o meu amado
Para que o mantivessem vivo
Para que não o deixassem partir.
Mãos, apenas duas
Que serviram para segurar
A alça da última morada
Sem que se pudesse abrir a porta
Sem que se pudesse dizer adeus
Às mãos que me acariciaram
Que me deram prazer e,
Um dia, unidas no peito,
Partiram sozinhas.
Multipliquem-se, eu lhes ordeno
Preciso amparar meu amado
Preciso afagar meu amado
Preciso fazer-lhe com urgência
Cafuné na careca
E cofiar-lhe as barbas.
É preciso alimentá-lo
Tão magrinho que está.
É preciso livrá-lo das mãos alheias
Que o querem machucar.
Mãos, mãos...
Por que só duas?
Precisava-as muitas
Para que envolvessem o meu amado
Para que o mantivessem vivo
Para que não o deixassem partir.
Mãos, apenas duas
Que serviram para segurar
A alça da última morada
Sem que se pudesse abrir a porta
Sem que se pudesse dizer adeus
Às mãos que me acariciaram
Que me deram prazer e,
Um dia, unidas no peito,
Partiram sozinhas.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
A DOR
Que não se meçam palavras
gritos, nem lágrimas
pois é tempo de Dor.
Que se revirem as entranhas
que se expurgue o fel, a bílis, os excrementos todos
porque não há mais lugar no corpo.
É a DOR, pura e simples
que ocupa tudo,
que dilacera
muda e intensa,
a expulsar toda e qualquer outra
que não seja ela mesma
porque chegou para machucar
porque chegou para ocupar o lugar
da alegria
do amor
que partiu
e deixou espalhados
os pedaços todos
a que sua partida
reduziu meu coração.
gritos, nem lágrimas
pois é tempo de Dor.
Que se revirem as entranhas
que se expurgue o fel, a bílis, os excrementos todos
porque não há mais lugar no corpo.
É a DOR, pura e simples
que ocupa tudo,
que dilacera
muda e intensa,
a expulsar toda e qualquer outra
que não seja ela mesma
porque chegou para machucar
porque chegou para ocupar o lugar
da alegria
do amor
que partiu
e deixou espalhados
os pedaços todos
a que sua partida
reduziu meu coração.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
A perda
Duas vezes a vida me pilhou
Duas vezes deu-me o doce mais doce
para que eu conhcesse o amargo da saudade.
Dois amores intensos, profundos
Dois amores para me completar
e depois
O vazio enorme da solidão.
Duas vezes deu-me o doce mais doce
para que eu conhcesse o amargo da saudade.
Dois amores intensos, profundos
Dois amores para me completar
e depois
O vazio enorme da solidão.
Teu azul
Que todas as luzes se apaguem
menos a sua
pois embora seus olhos
já baços
não reflitam mais a alegria de viver
ainda são os sois azuis
que aquecem minha alma.
menos a sua
pois embora seus olhos
já baços
não reflitam mais a alegria de viver
ainda são os sois azuis
que aquecem minha alma.
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